Culinária internacional em Fortaleza

dezembro 3, 2009 por viagemdeferias

Fortaleza tem se tornado um novo eldorado para os chefs internacionais, sobretudo europeus. Hoje, fortalezences e turistas podem saborear finos pratos da culinária mundial preparados por mãos hábeis e criativas.

A chef do L´Ô Restaurante, Marie Anne Bauer, por exemplo, é natural da Alsácia, na França; chegou ao Ceará em 1990, de férias, e logo recebeu uma proposta de trabalho. Assim surgiu o Le Petit Saint Tropez, seu primeiro restaurante, localizado na Varjota, tradicional reduto culinário de Fortaleza.

Em 2007, após andanças por outras cidades do Brasil, Marie Anne recebeu o convite do casal Cecília Seligmann e Agustin Herrero para ser a chef do L´Ô Restaurante, aberto em fevereiro de 2008 e lá permanece até hoje.

Nascido em Hertfordshire, de mãe inglesa e pai alemão, e crescido em Londres, Charles Rathgeber sempre se interessou por arte e pela fusão de culturas. Em 1997, decidiu dedicar-se à gastronomia e estudou três anos na Westminster College of Catering and Hospitality (Faculdade Westminster de Hospedagem e Serviços) e depois mais três anos no Hotel Savoy em Londres, onde conheceu a esposa, a paulista Morena Moitta.

Em 2005, mudou-se com a esposa para o Brasil, morou em Salvador até conhecer Fortaleza. Aqui, Charles trabalhou no Vojnilô e no Gran Marquise. O casal decidiu abrir o CharMo (Charles e Morena), aconchegante café e restaurante que apresenta o melhor dos dois chefs. O cardápio é enxuto, sem abrir mão da variedade de produtos, entre carnes, risotos, massas e doces. Charles usa sua experiência em estabelecimentos cinco estrelas mundo afora, produzindo pratos cheios de arte e finura.

Patrick Gerinette, 58 anos, também veio para cá após conhecer a esposa. Aprendeu a profissão trabalhando em uma patisserie em Paris, na França, seu país natal.  Há três anos, abriu o Chez Patrick, onde harmoniza a culinária francesa com ingredientes apreciados pelo público local. O peixe sirigado é seu carro-chefe, sempre acompanhado de legumes da terra e temperos franceses. A clientela fiel, ele conquistou com os sabores e com a propaganda boca a boca.

O chef  Alejandro Huerta nasceu no Chile, mas tem influências de todos os lugares onde viveu. É formado em gastronomia pelo Instituto Nacional de Capacitação Profissional, em Santiago do Chile, e fez especialização na Escola Arnadi, em Barcelona, na Espanha. Conhecido por inovar na cozinha contemporânea, com toques da culinária mediterrânea e da cozinha regional, Alejandro mistura ingredientes do Nordeste, como a carne-de-sol, a castanha-de-caju e a mandioca e não esquece temperos universais, como azeite de oliva e ervas frescas, bem como a estética dos pratos. Em Fortaleza deste 2004, atua no La Casa Lounge, Clube e Restaurante, aberta em 2009.

Leia mais sobre restaurantes em Fortaleza.

Sinalização turística em Fortaleza

novembro 10, 2009 por viagemdeferias

Visitantes que chegam a Fortaleza e alugam um carro para se locomover com mais autonomia enfrentam, entre outros menores, dois grandes problemas: o trânsito confuso e a falta de sinalização turística.

Por exemplo, quem sai do Aeroporto Pinto Martins de carro não encontra nenhuma indicação para avenida Beira Mar nas placas de trânsito da avenida Senador Carlos Jereissati, na saída do aeroporto; tomando a BR-116 em direção ao centro e praias, o motorista encontra placas apontando apenas para a Aldeota e o Castelão. Apenas no quilômetro zero, próximo ao início da avenida Aguanambi, é que se vêem quatro placas indicando os principais pontos turísticos da Cidade.

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O problema já é bem conhecido, tanto da parte dos motoristas como do Governo; já em algumas ocasiões, foram anunciadas medidas para melhoria da sinalização de Fortaleza (essa notícia é de dezembro de 2008), mas elas nunca foram efetivamente implementadas.

No final de outubro, o Ministério do Turismo anunciou que Fortaleza e uma das principais beneficiárias do Prodetur, programa de financiamento de melhorias turísticas. O ministério anunciou que a cidade receberá R$ 100 milhões para revitalização da faixa litorânea, o que inclui completa reforma da sinalização.

Espera-se que, dessa feita, Fortaleza ganhe um sistema de sinalização compatível com o porte de um destino turístico que recebe mais de 2 milhões visitantes por ano.

Turismo ecológico no Ceará

novembro 6, 2009 por viagemdeferias

Quando se pensa em turismo no Ceará, a primeira imagem que vem a mente em geral são as praias. Todo o litoral do Estado é pontuado por ótimas praias, desde a capital Fortaleza, daí para cidades vizinhas, o litoral leste (até Canoa Quebrada e Icapuí) e o litoral oeste (até Jericoacoara e Camocim).

Mas o Ceará não oferece apenas praias. Na verdade, quando se comparam os principais destinos do extremo Nordeste (Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Maranhão), o Ceará é o que apresenta a maior diversidade de ambientes naturais (a Bahia, por suas maiores dimensões territoriais, é provavelmente mais rica que todos os demais Estados do Nordeste).

A partir de Fortaleza, em uma hora de carro chega-se ao Maciço de Baturité, uma cadeia de altas montanhas que preserva a Mata Atlântica e que combina clima ameno com amplas possibilidade de turismo ecológico (trekking, contemplação, etc). Descendo-se o Maciço pela outra encosta, chega-se ao sertão, em que cidades como Quixadá também já se estruturam para oferecer visitas ecológicas e esportes radicais.

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Para discutir como melhor aproveitar esse potencial de turismo ecológico, ao mesmo tempo que se preserva o equilíbrio ambiental, o Instituto Hidroambiental Águas do Brasil organizará, de 9 a 15 de novembro de 2009, a 4ª edição do Encontro Intercontinental sobre a Natureza. O evento ocorrerá no Centro de Convenções de Fortaleza, e prevê-se a presença de mais de mil participantes.

Na programação estão previstos uma Feira de Tecnologia e Produção Limpa – PROECO, Rodada de Negócios Sustentáveis, Cursos, Oficinas de Educação Ambiental, Tribuna Livre da Natureza, Fórum de Líderes, apresentações de grupos Eco Arte Cultura e Livraria Ecológica.

Os participantes terão a oportunidade de conhecer os mais variados ecossistemas naturais do interior cearense em passeios contemplativos a locais de rara beleza natural para a prática do lazer nos ambientes TERRA, ÁGUA e FLORESTA. Os destinos previstos são os Monólitos de Quixadá, Sítios Paleontológicos na Chapada do Araripe, Parque Nacional de Ubajara, aos açudes Orós/Castanhão, as praias de Morro Branco e Canoa Quebrada, Jericoacoara e às serras de Baturité, Guaramiranga, Maranguape e Pacatuba.

Hoteis de Fortaleza ficam lotados no feriado

novembro 2, 2009 por viagemdeferias

Confirmando a previsão de que os hoteis de Fortaleza ficarão lotados na próxima alta temporada, vem a notícia de que nesse feriado prolongado de Finados a taxa de ocupação dos hoteis chegou a quase 100%.

Os números foram obtidos em pesquisa da Secretaria do Turismo do Estado, que abrangeu hotéis, pousadas, flats e albergues; os hotéis informaram uma taxa de ocupação de 93,7 % – em diversos estabelecimentos esse número chegou a 100%; os flats  informaram 92,6 % , as pousadas, 83,5% e os albergues, 67,1%.

fortaleza-hoteisOs números referentes às principais praias nos litorais leste e oeste do Estado também foram positivos. “Não é apenas a capital Fortaleza que recebe turistas. Cada vez mais, o Estado do Ceará como um todo se consolidará como um grande destino turístico com vários produtos independentes. Neste final de semana prolongado, destinos como Canoa Quebrada, Caucaia (Cumbuco, Icaraí,etc), Jericoacoara e Porto da Dunas, apresentaram taxa de ocupação superior a 87%”, afirmou o secretário do Turismo, Bismarck Maia.

Mais do que nunca, recomenda-se aos que pretendem visitar Fortaleza no próximo verão que planejem a viagem com antecedência e façam reserva nos hoteis o mais rápido possível.

Metrô de Fortaleza será entregue em 2011

outubro 29, 2009 por viagemdeferias

No final de setembro, o Tribunal de Contas da União divulgou relatório no qual recomendava a paralisação, por conta de irregularidades, de diversas obras que recebiam recursos federais, dentras as quais a construção do metrô de Fortaleza; a medida do TCU causou uma interrupção temporária nas obras, para discussão dos pontos levantados no relatório.

Ontem, o presidente da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), Rômulo Fortes, informou que, apesar das recomendações do TCU, as obras de construção do Metrô de Fortaleza vão continuar e serão entregues dentro do prazo previsto, ou seja, julho de 2011.

Segundo o representante do Metrofor, a Linha Sul do metrô, que está em estágio mais avançado, conta já com aproximadamente 56% das obras concluídas. “As estações mais adiantadas são as subterrâneas, exceto José de Alencar (antiga Lagoinha) e Central Xico da Silva (novo nome da João Felipe). Todas as estações estão com obras em andamento e ritmo acelerado; as estações de superfície, por serem menos complexas, conseguem avançar mais rapidamente”.

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Na última semana, nos trechos que ligam cada uma das 20 estações do Metrô, serviços diversos foram executados, desde os estruturais, como arrastamento de estacas de concreto, escavação e rebaixamento de lençol freático, até os de acabamento, como chapisco, reboco e instalação de dutos de eletricidade e interruptores.

Atualmente, cerca de 900 funcionários do consórcio trabalham nas obras do Metrô de Fortaleza. A previsão do Governo do Estado é de que esse número chegue a 2.300 em fevereiro do próximo ano.

A conclusão do metrô é objetivo prioritário do Governo, tanto para impulsionar ainda mais o turismo, como para aliviar as dificuldades dos moradores locais com o desorganizado trânsito de Fortaleza.

Hoteis de Fortaleza lotados na alta temporada

outubro 21, 2009 por viagemdeferias

Dados divulgados pela Associação de Hoteis do Ceará (ABIH-CE) mostram que, na próxima alta temporada (dezembro de 2009 a janeiro de 2010), os hoteis de Fortaleza deverão bater recordes de ocupação.

É essa a tendência mostrada pelas estatísticas. Em janeiro de 2008, a ocupação média de todos os hoteis e pousadas foi 81,08%; em janeiro de 2009, a cifra atingiu 88,32%; mantida a tendência, espera-se ocupação, em janeiro de 2010, superior a 90%. E as médias anuais sustentam essa previsão: ao longo de 2008, a ocupação média foi 63%, e no acumulado de 2009, a medida está próxima de 67%.

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Foto: Ministério do Turismo.

O crescimento do turismo em Fortaleza (que também é observado nas principais cidades do Nordeste, como Natal, Recife, João Pessoa e Maceió – veja mais informações sobre os recordes do turismo em 2009) deve-se ao fato de que os brasileiros estão viajando muito mais pelo Brasil. Campanhas do Governo Federal, promoções de agências de viagem e empresas aéreas, o aumento de renda das classes mais baixas (que preferem viajar pelo país a ir ao exterior) são fatores que explicam esse impulso dos brasileiros.

Esse crescimento traz um problema aos hoteis e outros segmentos turísticos: a busca por mão-de-obra qualificada. Os estabelecimentos já estão organizando treinamentos para o quadro de funcionários, e, com auxílio do Sebrae, serão organizados cursos para treinar pessoas que queiram ingressar nesse mercado.

A Crocobeach, uma das maiores barracas da Praia do Futuro, já tem 243 profissionais em seu quadro (todos com carteira assinada), e prevê contratar mais 20 ou 30 esse ano; a barraca espera receber 200 mil clientes em janeiro. Na Atlantidz, outra grande barraca, a previsão é aumentar o quadro entre 25 e 30%; a contratação começa já em novembro, para que haja tempo de treinar os novos empregados.

Aos interessados em ir a Fortaleza na alta temporada, convém planejar com antecedência.

Ceará produz melhor camarão do mundo

outubro 9, 2009 por viagemdeferias

O Sebrae divulgou há algum tempo nota afirmando que o Ceará produz o melhor camarão do mundo; e mais recentemente o Diário do Nordeste publicou em reportagem que “o Ceará está perto de se tornar o primeiro em todo o mundo a obter um selo de certificação de domínio controlado do cultivo de crustáceo.”

acarauEsse produto de alto qualidade é cultivado em 32 fazendas de criação de camarão, concentradas na região conhecida como Costa Negra, ao redor do município de Acaraú, no Litoral Oeste do Ceará, a aproximadamente 250 km da capital.

Todo o processo de produção foi auditado por uma empresa alemã, que emitirá um certificado atestando que as melhores práticas orgânicas (que garantem que o camarão fica livre de produtos tóxicos) e ambientais (que não agridem o meio ambiente) foram adotadas nas fazendas.

Esse atestado permitirá que o produto ganhe a preferência em diversos mercados, particularmente na Europa, o que por sua vez acarretará um acréscimo no preço; enquanto o camarão comum custa US$ 4,50 o kilo, o produto cearense atinge até US$ 6,30. A produção das fazendas é de nove mil toneladas por ano.

Atualmente, segundo o presidente da Associação Carcinicultores da Costa Negra, “cerca de 99% da produção fica no mercado interno, onde os maiores consumidores são Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo; o 1% exportado hoje é apenas para não perder mercado lá fora, pois com a valorização do Real ficou inviável exportar”. A produção, obviamente, abastece também diversos restaurantes do Nordeste; os restaurantes da Varjota certamente recebem esses camarões; no Recife, o restaurante Donatário (que tem filiais por todo o Nordeste) utiliza-se de camarões orgânicos.

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Em novembro próximo, Acaraú realizará o I Festival Internacional do Camarão da Costa Negra; a programação do evento inclui workshops, palestras, cursos, mesas redondas e festival gastronômico, contando com a participação de cinco dos maiores chefs de cozinha internacional. Os eventos serão realizados de 26 a 29 de novembro na Fazenda Cacimbas, sede da Aquacrusta Marinha Ltda, no município de Acaraú.

Veja também: lagosta em Icapuí; caranguejo em Natal; pratos típicos de Pernambuco.

Americanos em Fortaleza durante a Segunda Guerra Mundial

outubro 4, 2009 por viagemdeferias

O Nordeste do Brasil teve papel importantíssimo no desenrolar da Segunda Guerra Mundial. Como toda a Europa Central estava tomada pela Alemanha ou seus simpatizantes, não havia um país que cedesse espaço para os aliados estabelecerem uma base.

Essas bases foram criadas no Nordeste do Brasil; os aliados enxergaram na proximidade do Nordeste com o Norte da África um importante elemento estratégico para vencer a guerra. O porto do Recife foi transportado em base para recepção de material aliado, que supriria submarinos americanos e alemães no Atlântico Sul. A História de Natal foi marcada pela presença americana durante a Segunda Guerra; primeiro foi utilizado o largo rio Potengi, que permitia o pouso de hidroaviões; posteriormente, construiu-se a base aérea de Parnamirim, que viria a ser o atual aeroporto de Natal. Mesmo em Noronha, os americanos deixaram traços de sua presença militar que até hoje estão visíveis.

Na edição de hoje, o Diário do Nordeste publica uma interessante reportagem sobre a influência dos americanos em Fortaleza durante a Segunda Guerra. Abaixo, alguns trechos:

A Segunda Guerra coincidiu com uma série de transformações por que Fortaleza passava nos anos 1940. A evolução do conhecimento tecnológico, os veículos em progressão, as mudanças no ordenamento urbano, o crescimento populacional. Em vinte anos, a população dobrou, passando de 78.536 habitantes, em 1920, para 180 mil, em 1940, segundo censos oficiais. No início do século XX a área da cidade não passava de 6 km2, e expandiu-se para 40 km2 no início dos anos 1940. As ruas passaram de 61 para 150 e o número de veículos, de 600, em 1929, para 1.287, em 1944 (ver sobre trânsito de Fortaleza hoje).

Ao mesmo tempo, Fortaleza se deparava com a chegada dos soldados norte-americanos. Como informa Antonio Luiz Macedo, autor do livro “Paisagens de Consumo – Fortaleza no Tempo da Segunda Grande Guerra”, estima-se que, entre 1943 e 1946, um total de 50 mil americanos tenham passado pela cidade.

Nas horas de lazer, iam para o Clube de Oficiais, local que hoje abriga o restaurante Estoril, na Praia de Iracema (foto abaixo). A orla do bairro, o Ceará Country Club, o Clube Iracema, praças, sorveterias e cinemas também eram espaços onde os americanos se distinguiam do típico cearense.

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Em Fortaleza, a primeira base montada pelos norte-americanos foi no atual Pici. Durante anos se falou que o nome do bairro se devia à sigla PC, que em inglês remetia a “Post of Comand” ou Posto de Comando. Entretanto, historiadores defendem que, na região, já havia um sítio de nome Pici e cuja parte foi cedida para formar o posto americano.

Há outros traços históricos menos controversos. Um deles está no Cemitério São João Batista, onde ainda se observam espaços reservados para jazigos de judeus mortos durante a guerra. Nos túmulos, estrelas de Davi emolduram discretamente nomes de famílias como Cohn, Kligmann, Schwarrz, Heymann e Goldschmidt. No mesmo  plano, no lado norte do cemitério, está o bloco dos ex-combatentes; apesar da infraestrutura modesta, o local é de destaque, rente à rua principal do cemitério. Naquela época, ingleses também foram sepultados em Fortaleza (ver também: influência inglesa no Recife).

Nessa época em que Fortaleza busca reaproximar-se dos Estados Unidos, dessa vez por meio do turismo, é interessante deixar registrado esse laço que une as duas culturas.

Festival da Lagosta em Icapuí

outubro 3, 2009 por viagemdeferias

Icapuí é município litorâneo cearens no extremo leste do Estado, fazendo divisa com o Rio Grande do Norte; de Canoa Quebrada, partem buggies que fazem o roteiro entre aquela praia e Icapuí, passando por diversas outras praias paradisíacas, como Ponta Gorda.

Icapuí integra o Fórum de Turismo e Cultura do litoral leste e insere-no no roteiro turístico Rota das Falésias – Cenário de Cores.

mapa-icapuiIcapuí é um dos maiores produtores de lagosta do Ceará, a maior parte  delas caçadas de forma artesanal. De 2 a 4 de outubro, a cidade sediará o IV Festival da Lagosta de Icapuí. O Festival é uma promoção da Associação Grupo de Desenvolvimento do Turismo em Icapuí – GDTur, com o apoio do SEBRAE Ceará e da Prefeitura Municipal de Icapuí.

O Festival da Lagosta constitui-se em evento estratégico para Icapuí, com o propósito de agregar valor ao potencial turístico do município, promover o aumento do fluxo de turistas, divulgar a gastronomia e a cultura locais, gerando oportunidades de abertura de canais de comercialização dos produtos artesanais e incentivando o crescimento e profissionalização do segmento de turismo.

A programação do Festival prevê também cursos de capacitação e qualificação dos profissionais do setor de turismo e oficinas  de capacitação para os pescadores de lagosta; com alguns cuidados na manipulação e conservação da lagosta “in natura”, pode-se agregar valor ao produto e obter melhores preços de mercado.

Além disso, está prevista uma mesa redonda de discussão dos problemas referentes à pesca da lagosta; está prevista a participação do Labomar, Marinha do Brasil, IBAMA, Fundação Brasil Cidadão e associações locais de pescadores. Uma outra mesa redonda, com participação da MTur, Secretarias de Turismo do Ceará e de Icapuí,  GDTur e SEBRAE, discutirá o desenvolvimento sustentável do turismo no município.

O ponto alto do festival, evidentemente, será a degustação de lagostas, em salão-restaurante com música ao vivo, com diversos pratos à base do crustáceo. Uma mostra de arte, artesanato e fotografias será apresentada no mesmo local, expondo os saberes dos artesães de Icapuí e do fotógrafo Tibico Brasil.

Na Praia de Barreira das Sereias, shows musicais terão apresentações com chorinho e saxofone ao pôr do sol, concertos de sanfona e violão, música nordestina, forró pé de serra e apresentações de músicos locais.

Taí uma excelente combinação de praias, cultura e gastronomia. Se não der para vir esse ano, marque para o ano que vem. Abaixo, um filme mostrando a Praia de Icapuí.

Varjota, reduto culinário de Fortaleza

outubro 2, 2009 por viagemdeferias

A Varjota é pequena, ocupa menos de 1km², mas reúne o maior número de bares e restaurantes de Fortaleza, contando quase cem estabelecimentos.

Varjota faz limites com bairros de maior apelo turístico, como Mucuripe e Meireles, com a Aldeota (reduto da classe média alta), e bairros populares como Vincente Pinzón e Papicu; o riacho Maceió corta a Varjota.

Antes de se tornar pólo gastronômico de Fortaleza, era uma vila de estivadores. Alguns dos primeiros restaurantes que existiram no local foram o Agulha Frita, Osias, Zé Luís, Garoto da Varjota.

Atualmente, o local está passando por fiscalizações da Prefeitura, e diversos estabelecimentos foram notificados sobre irregularidades, como ocupação indevida das calçadas, poluição sonora e visual. A Prefeitura, por outro lado, está investindo na iluminação pública, trânsito e limpeza urbana. O objetivo é consolidar a Varjota como Pólo de Gastronomia de Fortaleza.

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O Restaurante “Docentes e Decentes“, por exemplo, tem mais de 20 anos, e há cerca de dois abriu filial na Varjota. Conhecido pelo feijão verde – o restaurante auto-intitula-se O Melhor Feijão Verde da Cidade, o estabelecimento ainda oferece uma decoração regional, que lembra uma vila de casas bastante colorida.

Já no Ban-Cha, a especialidade é a comida japonesa; do mesmo grupo que gerencia o Fogão a Lenha, serve ainda pratos da cozinha chinesa e brasileira. O sushi é o forte da casa, que trabalha com o Buffet no peso, incluindo sashimis, ou rodízio, com pratos quentes, robatas e sobremesas.

A pizzaria Coco Bambu combina uma decoração rústica a um espaço sofisticado. Além do diferencial da ambientação, inspirada nas florestas tropicais (com réplicas de araras, tucanos, papagaios e um piso de areia – que lembra a Cipó Brasil, em Natal), o espaço, que já tem oito anos de existência, tem ampliado a cada ano a oferta de pratos. Pizzas preparadas no forno à lenha com massa especial (finas e crocantes) ou a tradicional da casa (farinha de trigo e massa de milho); crepes; tapiocas tradicionais, doces ou salgadas; comida japonesa e internacional são algumas das novidades.

No bar e restaurante Beluga (a matriz fica no Rio), as batatas recheadas ao forno, conhecidas como rostie, com 15 opções de recheio, e a costela de porco defumada e assada com molho barbecue são as opções mais procuradas.

O restaurante Colher de Pau é um dos pioneiros da Varjota. Há 18 anos, a proprietária Ana Campos investiu no bairro;  carne de sol, peixe, camarão, arroz de carneiro são algumas das comidas apreciadas por gente de todas as idades, de acordo com a proprietária. Recentemente, o restaurante abriu uma filial no Itaim Bibi, em São Paulo.

Essa foi uma pequena amostra do potencial gastronômico da Varjota; leia mais sobre restaurantes em Fortaleza. Vale lembrar que a Varjota está em localização central, e portanto próxima a todos os setores turísticos de Fortaleza; uma corrida de táxi leva menos de dez minutos a partir do Meireles, e aproximadamente quinze minutos a partir de Iracema.